sexta-feira, 30/10/2026

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Vereadores solicitam apuração sobre a diminuição da frota de ônibus em Salvador durante o 2º turno das eleições

Após a polêmica redução na frota de ônibus em Salvador durante o 2º turno das eleições, um grupo de vereadores decidiu solicitar a abertura de uma investigação na Câmara Municipal. O pedido, realizado nesta…

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Após a polêmica redução na frota de ônibus em Salvador durante o 2º turno das eleições, um grupo de vereadores decidiu solicitar a abertura de uma investigação na Câmara Municipal. O pedido, realizado nesta terça-feira (27), tem como objetivo apurar a responsabilidade de possíveis erros que levaram à diminuição do transporte público no último domingo (25).

A proposta foi apresentada em uma reunião fechada pelo vereador Carlos Muniz (PSDB), presidente da Casa. Até o momento, a oposição, que possui apenas 10 das 14 assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), está mobilizada para garantir a investigação. “Estamos coletando as assinaturas e, se conseguirmos as 14, abriremos a CEI e aguardaremos a investigação da Polícia Federal”, afirmou Muniz.

Um relatório obtido pela TV Bahia revela que durante a vistoria nas garagens das empresas de ônibus, foram encontradas falhas significativas. No BRT da Avenida Barros Reis, por exemplo, um supervisor confirmou que a quantidade de ônibus em circulação estava abaixo do esperado para um dia comum. A situação se repetiu nas garagens da Integra Verde G2, em Santa Mônica, e da Ottrans G1, em Campinas de Pirajá, onde diversos ônibus estavam parados.

O secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, se defendeu, afirmando que a prefeitura seguiu a mesma estratégia que utilizou no primeiro turno das eleições. Ele ressaltou que não há determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que 100% da frota esteja disponível durante a votação. “Estamos adotando essa estratégia há mais de 10 anos”, destacou.

No entanto, a resolução do TSE indica que o poder público deve garantir a oferta de transporte coletivo nos dias de votação, compatível com a frequência dos dias úteis. Enquanto isso, o Sindicato dos Rodoviários de Salvador informou que a frota é reduzida em até 50% nos finais de semana, situação que se assemelhou ao que ocorreu no dia do 2º turno.

Um aspecto controverso da operação foi a colagem de adesivos de campanha nos ônibus, que impossibilitou a saída de pelo menos 75 veículos. O secretário garantiu que a situação foi normalizada rapidamente, mas vídeos mostraram moradores organizando caronas para ajudar eleitores a chegarem aos locais de votação.

Em meio a essa crise, o secretário estava em uma missão oficial em Paris, mas afirmou que se manteve em contato com a equipe para garantir que a operação ocorresse sem problemas. Após a votação, o TSE chegou a solicitar a prisão do secretário, mas a ordem foi revogada na segunda-feira (26), sem que houvesse reconhecimento de crime.

Com a cidade mobilizada e a situação sob investigação, os próximos passos da Câmara e da prefeitura serão acompanhados de perto pela população, que clama por respostas e soluções para garantir um transporte público eficiente e acessível durante eventos eleitorais.