sexta-feira, 30/10/2026

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Secretário de Mobilidade de Salvador denuncia ameaça à mãe durante crise de transporte nas eleições

Na última quinta-feira (29), o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, usou suas redes sociais para expor um ataque virtual que recebeu. Em um print compartilhado, um internauta proferiu uma mensagem extremamente ofensiva,…

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Na última quinta-feira (29), o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, usou suas redes sociais para expor um ataque virtual que recebeu. Em um print compartilhado, um internauta proferiu uma mensagem extremamente ofensiva, desejando a morte de sua mãe, que tem 82 anos e sofre de Alzheimer. Essa situação se torna ainda mais grave em meio à polêmica sobre a operação do transporte público da cidade durante o segundo turno das eleições de 2026.

O ataque ocorreu após uma crise no sistema de transporte, onde mais de 75 ônibus não puderam sair das garagens no dia das eleições, gerando confusão e descontentamento entre os passageiros. O secretário revelou que a mensagem foi denunciada e que ele está tomando medidas judiciais contra o autor, identificado como @leocunhateatro, um suposto ator e diretor teatral.

Em sua publicação, Pablo destacou a dor que sente ao ver sua família sendo alvo de ataques nas redes sociais. “Como filho, é profundamente doloroso ver minha família atingida dessa forma”, escreveu, reforçando que divergências políticas não justificam esse tipo de comportamento.

A crise no transporte foi provocada pela necessidade de retirada de adesivos de campanha dos ônibus, conforme exigido pela legislação eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a determinar a prisão do secretário, que estava no exterior, mas a decisão foi revogada no dia seguinte, embora as investigações continuem em curso. O TRE mencionou que a revogação não é uma absolvição e que a Polícia Federal está apurando a redução significativa da frota no dia da votação.

Pablo Souza, ao retornar ao Brasil, defendeu que a operação do transporte no segundo turno seguiu os mesmos critérios do primeiro, afirmando que não houve determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disponibilização de 100% da frota. Ele argumentou que a única diferença foi a remoção dos adesivos, que impactou a operação até que a situação fosse normalizada.

Esse episódio desencadeou também um movimento na Câmara Municipal. Um grupo de vereadores protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a redução da frota de ônibus e responsabilizar os envolvidos, caso irregularidades sejam encontradas. Até agora, a oposição já conseguiu reunir 10 das 14 assinaturas necessárias para a instalação da comissão.

Crédito da imagem: Secretário