A situação do transporte público em Salvador durante o segundo turno das eleições de 2026 gerou uma grande preocupação entre os eleitores e autoridades. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman Szporer, determinou que a frota de ônibus da capital baiana deve operar em sua totalidade, sob pena de multas severas caso a ordem não seja cumprida.
Com a redução de mais de 50% na frota disponível, a Federação Brasil da Esperança, que inclui partidos como PT e PCdoB, alertou que essa situação estava dificultando o acesso dos eleitores aos locais de votação. A decisão do TRE-BA enfatiza o transporte público como essencial para garantir o exercício do voto, reafirmando uma orientação do Supremo Tribunal Federal sobre a necessidade de gratuidade e regularidade no serviço.
Na prática, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair de suas garagens, o que levou o magistrado a agir rapidamente. Ele determinou que a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) comprovasse a normalização da frota em uma hora, enquanto a Polícia Civil foi encarregada de fiscalizar o cumprimento da medida, incluindo o uso de drones para monitorar a situação.
O prefeito Bruno Reis, por sua vez, tentou justificar os atrasos na operação, afirmando que a saída dos ônibus estava atrelada à remoção de adesivos do número 13, do PT, que estariam colados nos veículos. Ele classificou essa prática como um crime eleitoral e ressaltou que a operação do consórcio Ótima estava fluindo, enquanto o consórcio Plataforma enfrentou dificuldades.
As reclamações de passageiros começaram a pipocar nas redes sociais e nas estações de ônibus, evidenciando o impacto negativo que a situação estava causando. A Secretaria Municipal de Mobilidade assegurou que a operação começaria a ser normalizada, após conversas com representantes sindicais, e reiterou que o foco deveria ser garantir que os eleitores chegassem a seus locais de votação sem impedimentos.
A Defensoria Pública da Bahia e o Procon-BA também estão em alerta, recebendo denúncias sobre a falta de ônibus e buscando garantir que a legislação eleitoral seja respeitada. O Procon-BA já autuou uma empresa que mantinha 55 veículos parados, desrespeitando a determinação de uso integral da frota.
Com a pressão aumentando e as autoridades em ação, a expectativa é que o transporte público se normalize rapidamente, permitindo que os eleitores possam exercer seu direito ao voto sem mais contratempos neste dia crucial.



