A Rede Mix, uma conhecida rede de supermercados na Bahia, se vê no centro de uma polêmica envolvendo suposto assédio eleitoral. O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma ação contra a empresa, alegando que funcionários estavam sendo obrigados a usar uniformes com um número que coincide com o de um dos candidatos à presidência nas eleições de 2026.
Em resposta à acusação, a empresa defendeu que o número em suas fardas se refere à data de fundação da rede, e não tem qualquer relação com política. A Rede Mix argumenta que a campanha é uma tradição anual de celebração de aniversário, iniciada em setembro e que se estende até novembro.
Conforme o MPT, a investigação surgiu após denúncias de que os colaboradores eram forçados a vestir as camisas, o que poderia constranger os funcionários e afetar sua liberdade de escolha nas eleições. A procuradora do Trabalho, Manuella Gedeon, relatou que a recomendação para que a Rede Mix suspendesse essa prática foi emitida, mas as queixas continuaram a surgir.
O MPT está buscando uma decisão judicial que suspenda a utilização desses uniformes imediatamente, além de exigir que a empresa substitua as camisas por roupas neutras durante o período eleitoral. A ação também inclui um pedido para que a Rede Mix comunique internamente aos seus colaboradores sobre a importância da liberdade política e o direito ao voto secreto.
Além disso, o órgão quer garantir que os funcionários que trabalharem no dia da votação tenham tempo suficiente para exercer seu direito ao voto. O MPT ainda planeja uma ação civil pública para discutir a situação e, se necessário, buscar uma indenização por danos morais coletivos.
Por outro lado, a Rede Mix afirma que já apresentou ao MPT a documentação que comprova suas campanhas institucionais anteriores e que ainda não foi notificada formalmente sobre o processo. A empresa destaca que está aberta ao diálogo e pronta para fornecer as informações que forem requisitadas.



