A situação do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, se complica após a confirmação de sua presença em Paris, onde está a trabalho, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordena sua prisão. A prefeitura informou que ele voltará à capital baiana nesta segunda-feira (26) para prestar esclarecimentos sobre a operação do transporte público durante o segundo turno das eleições.
O presidente do TRE-BA, Mauricio Kertzman Szporer, tomou a decisão de prender o secretário após alegações de que ele teria orientado uma redução na frota de ônibus na cidade no dia da votação. Em resposta, a gestão municipal explicou que os problemas iniciais enfrentados pelo transporte ocorreram devido a atrasos na saída dos veículos das garagens, e não por uma ordem deliberada de diminuição da frota.
De acordo com a prefeitura, alguns ônibus foram identificados com material de campanha colado, o que levou à ação de retirada para garantir a conformidade com as normas eleitorais. O artigo 88 da Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe a veiculação de propaganda durante o dia da eleição e exige a operação do transporte sem distinção entre os eleitores.
Após conversas entre a Secretaria Municipal de Mobilidade e as entidades sindicais, a situação foi normalizada, e a frota de ônibus foi liberada para circular. Em nota, a prefeitura destacou que notificou as empresas concessionárias logo nas primeiras horas do dia para que toda a frota estivesse disponível.
A administração municipal ainda argumentou que as eventuais dificuldades de circulação em alguns bairros se deviam a obstáculos nas vias, como veículos estacionados de forma irregular. Além disso, ressaltou que um decreto publicado em 21 de outubro determinou que a frota máxima operasse durante o segundo turno, e que o primeiro turno tinha transcorrido sem problemas.
Enquanto isso, a coligação do PT busca prorrogar o horário de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, alegando que a redução na quantidade de ônibus afetou a mobilidade dos eleitores. A situação tem gerado grande repercussão e continua a ser acompanhada de perto pelas autoridades locais.



