sexta-feira, 30/10/2026

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Prefeita da Bahia designa filha para posição de Chefe de Gabinete

A prefeita de Cansanção, Vilma Rosa de Oliveira Gomes, fez uma escolha polêmica ao nomear sua filha, Pollyanna Oliveira Gomes, como Chefe de Gabinete do município. A decisão, oficializada na última sexta-feira (16) através…

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A prefeita de Cansanção, Vilma Rosa de Oliveira Gomes, fez uma escolha polêmica ao nomear sua filha, Pollyanna Oliveira Gomes, como Chefe de Gabinete do município. A decisão, oficializada na última sexta-feira (16) através de uma portaria publicada no Diário Oficial, levanta questões sobre nepotismo e a transparência nas nomeações públicas.

O ato de nomeação não trouxe detalhes sobre a formação acadêmica de Pollyanna, nem informações sobre a remuneração ou critérios que justificassem sua escolha para o cargo. Essa falta de clareza gerou questionamentos, e o g1 procurou a prefeitura em busca de explicações, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.

A prática de nomear familiares para cargos públicos é uma questão delicada no Brasil. A legislação, incluindo a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, proíbe, em regra, a nomeação de parentes até o terceiro grau para funções de confiança, visando garantir a moralidade e a impessoalidade na administração pública. No entanto, existem exceções, especialmente para cargos políticos, onde a qualificação e a idoneidade podem permitir tais nomeações.

Além da polêmica em torno da nomeação, a prefeita e sua filha têm um histórico judicial que não pode ser ignorado. Ambas foram condenadas em agosto de 2024 por lavagem de dinheiro, juntamente com o ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes, marido de Vilma e pai de Pollyanna. O trio foi acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos que movimentou mais de R$ 26,5 milhões entre 2011 e 2014, durante a administração de Ranulfo. As investigações, que fazem parte da Operação Making Of, revelaram diversas irregularidades em contratos e licitações municipais.

A Justiça Federal determinou penas de 7 anos e 1 mês para Vilma e Pollyanna e 9 anos para Ranulfo, mas o processo segue em análise no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde os condenados apresentaram recursos. A situação é um lembrete da importância da fiscalização nas ações dos gestores públicos e da necessidade de garantir que a administração municipal atue com ética e responsabilidade.