A tensão política em Feira de Santana ganhou novos contornos nesta sexta-feira (23), quando o Ministério Público do Trabalho (MPT) decidiu acionar a Justiça contra a Prefeitura e o presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima (União Brasil), devido a denúncias de assédio eleitoral. O vereador, por sua vez, refutou as acusações, alegando que se trata de uma “fake news”.
A ação do MPT visa garantir que trabalhadores não sejam coagidos em suas escolhas eleitorais, solicitando medidas urgentes para proteger servidores concursados, comissionados, terceirizados, estagiários e aprendizes. Entre as solicitações estão a suspensão de eventuais ameaças e a divulgação de uma mensagem pública que assegure o direito ao voto livre de pressões.
Além disso, o órgão pede que a Justiça determine o pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, com a possibilidade de multas para quem descumprir as ordens judiciais. A inclusão da prefeitura na ação se dá pelo fato de que a Câmara Municipal não possui personalidade jurídica própria.
O caso agora segue para a Vara de Plantão da Justiça do Trabalho, que analisará os pedidos emergenciais. Até o momento, não há informações sobre a decisão judicial. O vereador Marcos Lima, que ainda deve se manifestar oficialmente, reafirmou que as alegações sobre o áudio que teria originado as denúncias são infundadas.
A situação ressalta a importância de um ambiente político saudável, onde a liberdade de escolha do eleitor deve ser respeitada. A comunidade de Feira de Santana acompanha de perto o desenrolar dessa história, que pode ter impactos significativos nas relações entre os servidores públicos e a administração municipal.
Crédito da imagem: Câmara Municipal de Feira de Santana



