sexta-feira, 30/10/2026

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MPT investiga rede de supermercados na Bahia por possíveis práticas de assédio eleitoral com funcionários

Uma situação preocupante vem à tona na Bahia, onde o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com uma ação judicial contra a varejista Rede Mix. A acusação envolve suposto assédio eleitoral, uma prática que,…

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Uma situação preocupante vem à tona na Bahia, onde o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com uma ação judicial contra a varejista Rede Mix. A acusação envolve suposto assédio eleitoral, uma prática que, segundo o MPT, constrange os trabalhadores e compromete a liberdade de escolha política.

De acordo com as informações divulgadas nesta sexta-feira (23), funcionários da rede de supermercados foram obrigados a usar uniformes que exibem um número relacionado a um dos candidatos que concorrem no segundo turno das eleições de 2026. O MPT já havia recebido denúncias sobre essa prática e, após a investigação, determinou que a empresa suspendesse imediatamente o uso dessas camisas, que são parte de uma campanha de aniversário da rede.

A procuradora do Trabalho, Manuella Gedeon, destacou que as denúncias foram substanciadas por fotografias que mostram trabalhadores utilizando as camisas em momentos de trabalho, diante de colegas e clientes. A recomendação emitida pelo MPT para que a Rede Mix interrompesse essa prática foi entregue pessoalmente, mas novas queixas indicaram que o uso dos uniformes continuava.

Uma fiscalização realizada pelos servidores do MPT confirmou a persistência do problema, levando a entidade a solicitar uma decisão liminar que determine a substituição dos uniformes por peças neutras até o final do processo eleitoral. Além disso, o MPT requer que a empresa emita um comunicado interno assegurando a liberdade política dos funcionários e o direito ao voto secreto.

Para garantir a seriedade da situação, o Ministério Público também pediu a aplicação de uma multa diária de pelo menos R$ 50 mil para cada obrigação descumprida e que a Rede Mix tome as devidas providências para assegurar que os trabalhadores escalados para o dia da votação tenham tempo suficiente para exercer seu direito ao voto.

A ação cautelar apresentada pelo MPT busca medidas imediatas para interromper essa prática, enquanto a Justiça do Trabalho avaliará as alegações de assédio eleitoral. O caso ainda poderá resultar em uma ação civil pública, caso as irregularidades sejam confirmadas, para discutir a possibilidade de indenização por danos morais coletivos.

Em meio a esse cenário, questões relacionadas à lei seca e a gratuidade do metrô em Salvador durante as eleições também estão em pauta, evidenciando a importância da integridade e da liberdade no processo eleitoral da Bahia.

Crédito da imagem: Divulgação