sexta-feira, 30/10/2026

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Família denuncia demora de seis horas em parto de urgência em hospital, resultando na perda do bebê

A tragédia que abalou a família de uma gestante de 21 anos em Feira de Santana levanta sérias denúncias de negligência contra o Hospital da Mulher. A jovem, Elis Lane Nere Bastos Souza, estava…

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A tragédia que abalou a família de uma gestante de 21 anos em Feira de Santana levanta sérias denúncias de negligência contra o Hospital da Mulher. A jovem, Elis Lane Nere Bastos Souza, estava na 39ª semana de gestação quando, após sentir dores, dirigiu-se ao hospital, mas o que deveria ser um momento de alegria se transformou em um pesadelo. A família alega que, entre a confirmação da morte do bebê e a realização do parto, passaram-se cerca de seis horas.

A situação aconteceu entre a noite de terça-feira (13) e a manhã de quarta (14). Após uma parada em um hospital no distrito de Bravo, onde os batimentos cardíacos da criança estavam normais, Elis foi liberada para continuar sua viagem. Ao chegar ao Hospital da Mulher, por volta das 16h, a jovem passou pela triagem e foi novamente submetida a exames. No entanto, durante uma reavaliação às 22h, a enfermeira não conseguiu ouvir os batimentos da bebê, levando a um médico a confirmar a morte da criança através de uma ultrassonografia.

Jaciara da Cruz, mãe de Elis, relatou à TV Subaé que, mesmo com a confirmação da morte, o parto só foi realizado às 6h48 da manhã seguinte. “Foi um descaso muito grande, por pouco minha esposa não veio a óbito”, lamentou Gabriel Souza, o pai da criança. A família também questiona a causa da morte, que foi inicialmente atribuída a aspiração de mecônio, mas formalmente permanece sem explicação clara.

Além da dor pela perda, a família enfrentou outra situação angustiante: Gabriel Souza, o companheiro de Elis, afirmou que foi agredido por policiais no hospital, enquanto tentava relatar o ocorrido. “Em nenhum momento, a gente demonstrou ameaça. A polícia chegou nos destratando”, contou ele, evidenciando a tensão que tomou conta do ambiente já carregado de sofrimento.

O Hospital da Mulher se manifestou por meio de uma nota, expressando pesar pela situação e afirmando que está apurando os fatos. A Fundação Hospitalar de Feira de Santana também se pronunciou, destacando o compromisso com a ética e a melhoria contínua dos serviços prestados. Porém, para a família, as palavras não trazem de volta a vida que se foi, e a busca por justiça e esclarecimentos continua.