A Bahia se destacou nas eleições presidenciais de 2026 ao registrar a maior redução percentual na abstenção entre os dois turnos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a taxa de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 19,97% no primeiro turno para 16,71% no segundo, uma diferença de 3,26 pontos percentuais. Esse resultado colocou o estado à frente de Pernambuco e São Paulo, que também apresentaram quedas, mas em menor magnitude.
Embora a diminuição seja notável, vale lembrar que cerca de 1,9 milhão de eleitores baianos ainda não votaram no segundo turno. Em números absolutos, o total de ausentes passou de aproximadamente 2,26 milhões para 1,89 milhão, representando uma redução de cerca de 370 mil eleitores. Em todo o Brasil, a taxa de abstenção também caiu, passando de 21,08% para 19,22%, com quase 3 milhões de eleitores a mais comparecendo às urnas na votação decisiva.
Apesar da Bahia ter liderado a redução, o estado não alcançou a menor taxa de abstenção no segundo turno, que foi registrada no Ceará, com apenas 13,89% de ausentes. Pernambuco e Paraíba também apresentaram taxas baixas, reforçando a tendência de maior participação do eleitorado nordestino nas eleições.
O resultado da eleição foi favorável a Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito com 71,31% dos votos válidos na Bahia, totalizando mais de 6,4 milhões de votos. O petista venceu em 413 dos 417 municípios baianos, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro, obteve destaque apenas em algumas cidades específicas. No cenário nacional, Lula conquistou 51,79% dos votos válidos, superando Bolsonaro, que teve 48,21% dos votos.
A reeleição de Lula foi marcada por um clima de celebração nas ruas de Salvador, mesmo com alguns contratempos, como o atraso no transporte público, que gerou discussões sobre a logística do dia da votação. A participação do eleitorado baiano, apesar de ainda significativa em números absolutos, mostra uma tendência de engajamento maior na política local.



