sexta-feira, 30/10/2026

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Ativista baiana Manuella Tyler conquista vitória judicial contra vereadora carioca por transfobia

A ativista baiana Manuella Tyler, natural de Juazeiro, se destacou recentemente ao mover uma ação judicial contra a vereadora carioca Alana Passos (PL) por declarações consideradas transfóbicas. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral da…

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A ativista baiana Manuella Tyler, natural de Juazeiro, se destacou recentemente ao mover uma ação judicial contra a vereadora carioca Alana Passos (PL) por declarações consideradas transfóbicas. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que ocorreu na quinta-feira (22), resultou na condenação de Passos a uma multa de R$ 15 mil e na retirada imediata de um vídeo de suas redes sociais.

Com uma trajetória marcada pela luta pelos direitos humanos e pela defesa da população LGBTQIA+, Manuella tem se destacado cada vez mais na política. Em 2024, ela se lançou como candidata a vereadora em Juazeiro pelo PSOL, onde ficou como primeira suplente. No ano seguinte, trocou de partido, filiou-se ao PSB e se lançou para a Câmara dos Deputados, novamente como suplente. Sua atuação também abrange a preservação ambiental, com iniciativas como a limpeza das margens do Rio São Francisco.

Recentemente, Manuella ganhou repercussão nacional ao se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as comemorações de 46 anos do PT, realizadas em Salvador. O momento, que incluiu uma selfie que viralizou, trouxe à tona uma onda de críticas nas redes sociais, muitas das quais Manuella qualificou como transfóbicas.

A ação judicial contra Alana Passos surgiu após a vereadora fazer declarações polêmicas em um vídeo no Instagram, onde criticava a formação de uma bancada trans na Câmara dos Deputados, insinuando que a presença de mulheres trans no legislativo seria prejudicial. As falas geraram uma onda de indignação e a consequente mobilização de Manuella, que viu na situação um ataque não apenas a sua identidade, mas também à dignidade e ao espaço político das pessoas trans.

Em sua defesa, Alana Passos alegou que respeitará a decisão judicial, mas que recorrerá, argumentando que sua liberdade de expressão e a defesa das mulheres estão em jogo. O relator do processo, no entanto, ressaltou que a condenação foi baseada no entendimento de que as falas da vereadora ultrapassaram os limites do debate político, configurando discurso de ódio e violência política de gênero.

Manuella, ao comentar a decisão, afirmou que este é um passo importante na luta contra a transfobia e pela inclusão política de pessoas trans. “A política deve ser um espaço de debate, e não de discriminação. O direito de disputar eleições deve ser garantido a todos, independentemente de sua identidade de gênero”, destacou a ativista, que continua sua luta em Juazeiro e além.

Crédito da imagem: A ambientalista e ativista política baiana Manuella Tyler