sexta-feira, 30/10/2026

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Associação das Baianas de Acarajé se despede de Regina, uma referência da culinária baiana

Uma grande perda para a cultura baiana foi registrada nesta segunda-feira (19). Regina dos Santos Conceição, mais conhecida como Regina do Acarajé, faleceu em Salvador, aos 70 anos. A notícia foi confirmada pela família…

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Uma grande perda para a cultura baiana foi registrada nesta segunda-feira (19). Regina dos Santos Conceição, mais conhecida como Regina do Acarajé, faleceu em Salvador, aos 70 anos. A notícia foi confirmada pela família por meio das redes sociais, deixando um vazio entre os amantes do tradicional acarajé da região.

Regina foi hospitalizada no Hospital Roberto Santos, onde faleceu por volta das 11h. Embora a família não tenha revelado a causa exata de sua morte, informações indicam que ela enfrentava sérios problemas de saúde, incluindo uma internação prolongada devido a complicações como bradicardia e uma infecção decorrente de uma lesão adquirida durante a hospitalização.

A Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) emitiu uma nota expressando o pesar pela perda de Regina, ressaltando sua importância não apenas como vendedora de acarajé, mas como um símbolo da força das mulheres negras e da cultura baiana. “Sua partida deixa uma lacuna entre as baianas de acarajé, especialmente no Rio Vermelho, um local repleto de histórias e tradições da nossa cultura”, destacou Rita Santos, presidente da Abam.

Nascida em 7 de setembro de 1952, Regina se tornou uma referência em Salvador, com pontos de venda na orla do Rio Vermelho e no bairro da Graça. Através das redes sociais, familiares prestaram homenagens emocionantes, ressaltando o amor, a generosidade e a fé que sempre marcaram sua vida. “Hoje o céu ganhou uma das suas mais lindas estrelas”, expressaram os parentes, que também enfatizaram que os ensinamentos de Regina permanecerão vivos em suas memórias.

As cerimônias de despedida estão marcadas para ocorrer na terça-feira (20), em horário e locais que ainda não foram divulgados. Enquanto a cidade se despede de uma de suas mais queridas baianas, o legado de Regina certamente continuará a brilhar nas esquinas do Rio Vermelho, onde a tradição do acarajé e a cultura afro-brasileira permanecem firmes e celebradas.