sexta-feira, 30/10/2026

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Secretário de Salvador esclarece que TSE não exigiu frota total de ônibus para o 2º turno, apesar de anúncio da prefeitura

Na última terça-feira (27), o secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, concedeu uma entrevista à TV Bahia, onde se defendeu das críticas sobre a falta de ônibus durante o segundo turno das eleições,…

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Na última terça-feira (27), o secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, concedeu uma entrevista à TV Bahia, onde se defendeu das críticas sobre a falta de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). Segundo ele, a estratégia de transporte adotada pela prefeitura não é novidade e foi a mesma utilizada no primeiro turno das eleições. “Há mais de 10 anos, seguimos o mesmo padrão e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nunca exigiu que 100% da frota estivesse nas ruas”, destacou.

Entretanto, um comunicado divulgado no site da Secretaria de Mobilidade contradiz essa declaração, ao afirmar que a operação do segundo turno contaria com “100% da frota utilizada em dias úteis”. Essa diferença de informações gerou confusão entre os cidadãos, que esperavam uma oferta completa de transporte no dia da votação.

Pablo Souza também mencionou que a única variação entre as operações do primeiro e segundo turnos foi a questão dos adesivos de campanha colados nos ônibus, que, segundo imagens, estavam sendo fixados nos veículos nas garagens, o que é vedado pela legislação eleitoral. Essa situação resultou na retenção de pelo menos 75 ônibus na manhã do domingo, situação que foi confirmada pela prefeitura.

O secretário garantiu que a equipe atuou rapidamente para resolver o problema, permitindo que a frota continuasse a operar. “Assim que percebemos que os adesivos estavam impactando a operação, determinamos a remoção e a liberação dos ônibus”, afirmou.

No entanto, não foi divulgada a duração exata do processo de retirada dos adesivos, e a prefeitura não forneceu informações sobre o total de ônibus afetados. Dados preliminares indicam que uma fiscalização da Polícia Federal identificou uma redução de 42,1% na frota, com 53 ônibus a menos nas ruas, enquanto o Procon registrou 944 veículos parados nas garagens de duas empresas de transporte.

A situação continua a ser acompanhada, e a população aguarda mais esclarecimentos sobre os problemas enfrentados no transporte público durante as eleições.

Crédito da imagem: Justiça revoga pedido de prisão de secretário de mobilidade